quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Ilusão

Chávena de café, de sabor frutado, daquele do Brasil, que quando chego ao fim, quando a acabo de beber, deixa um paladar doce, mas quando olho para o fundo da chávena, dizem-me as borras, para não me deixar enganar pelo sabor.
Leio as borras, e interpreto-as mais rapidamente do que quando leio um jornal. Dizem-me para não me iludir, porque nem todas as frutas são doces, e a chávena, apesar de bonita, induz-me em erro, porque leva-me a sentir um sabor doce, quando o que provo, afinal tem algumas frutas ácidas, amargas...

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Tu

Sonho! Sempre de olhos abertos, ou então naquele repouso, onde o corpo serena, os cabelos estendem-se sobre a almofada, semicerro o olhar, e aí sonho contigo.
Ocupas-me a mente! toque-toque! noc-noc! truz-truz! de uma forma temporizada, metódica, sincronizada, de tal forma constante que me desconcertas, desorientas.
Tu, sempre tu! Os teus olhos, o teu perfil, os teus traços, o teu toque, o teu cheiro, o teu jeito, a tua voz, a tua mão, o teu charme, o teu encanto, as tuas palavras, o teu sorriso.
Tu! E eu sonho!
Passam os segundos, os minutos, as horas, e os dias sempre diferentes, são todos iguais.
Estás presente no que faço, digo, sinto, porque tu és aquilo que sempre desejei. És assim, porque aprendeste comigo, num simples cruzar de olhar, numa telepatia!
Entrelaçamos os dedos, e eu sonho.
Enconstamo-nos um ao outro e eu sei, és Tu!
Eras Tu, sempre foste Tu e sempre serás Tu, a minha fonte inspiradora para viver sorrir, criar, escrever e sonhar!

Felicidade

Felicidade, palavra simples.
Felicidade, definição complexa.
A simplicidade de se sentir,
é complexa de alcançar.

O que nos faz felizes,
são pequenos momentos,
são emoções efémeras,
situações pontuais.

Aproximo-me da felicidade,
sempre nas alturas
em que ela teima em fugir.

Busca incessante!

Cansa-me, perturba-me, desnorteia-me,
até sentir mais uma vez,
que já passou!

sábado, 8 de janeiro de 2011

Margens Distantes

Partilho contigo os sentimentos,
partilho-me a ti,
entrego-me!

Água que corre pelo rio,
abençoando as margens,
arrastando as correntes!

Tu e eu,
margem direita e margem esquerda,
abençoados pelo amor!

Com a distância de uns dias,
sentimos saudades,
só as correntes mantêm os sentimentos!