Os dias passam a uma velocidade incalculável.
Não permitem erros nem enganos,
apenas consentem que o correr das horas
sejam o nosso maior inimigo.
É um pecado não poder viver,
e a culpa é nossa,
somos nós que viciamos os dias,
adulteramos os objectivos.
Há um fosso entre a realidade e a espiritualidade,
uma distância entre as obrigações e a alma,
um afastamento entre o modo de vida e a felicidade.
E os dias passam, e as veredas são os caminhos.
Que destino íngreme e acidentado é a falta de tempo,
que conduz a propósitos não programados.
São os desígnios do tempo que não controlamos,
que gerem a intensidade do que vivemos!
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