Durante dias embati o meu corpo contra as pedras.
Doia, cortava, rasgava, dilacerava o meu pensamento.
Todas as expectativas criadas,
atingiam-me com tamanha intensidade!
Mas eu, de peito aberto à dor,
encorajada por dores já doridas, por cortes já cicatrizados,
encarava aquela dor com desprezo, com a superioridade
de quem já não sofre.
Comecei a perceber, que no decorrer do tempo,
cada vez que ia de encontro às rochas, sentia-me mais insensível,
as pedras já não doiam, a alma já não rasgava.
Curiosamente, comecei a perceber que havia um certo humor,
pois agora eram as pedras que se quebravam, as rochas
que se amedrontavam, elas é que iam de encontro a mim!
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