No corpo, nos ombros, no pescoço
sinto a tua falta
tenho uma solidão física
uma falta de ti...
quarta-feira, 16 de novembro de 2011
terça-feira, 11 de outubro de 2011
Suavizar
Partilho a vida, o amor, a raiva,
sentimentos, raízes, desilusões,
criações benéficas, bonitas, cristalinas,
que derivam de dores, pensamentos, desencantos.
Vida enleada, entrelaçada, descurada,
porém mitigada pelos sorrisos,
enternecida por carinhos, palavras, atitudes,
que comovem os próprios sentimentos.
sentimentos, raízes, desilusões,
criações benéficas, bonitas, cristalinas,
que derivam de dores, pensamentos, desencantos.
Vida enleada, entrelaçada, descurada,
porém mitigada pelos sorrisos,
enternecida por carinhos, palavras, atitudes,
que comovem os próprios sentimentos.
quinta-feira, 6 de outubro de 2011
Nascer
De madrugada abro os braços
deixo que me abrace o teu calor
sinto o beijo da tua chama
a perturbar-me, a aquecer-me.
Destabiliza-me e acalma-me
é nascer do dia
é criação de vida.
deixo que me abrace o teu calor
sinto o beijo da tua chama
a perturbar-me, a aquecer-me.
Destabiliza-me e acalma-me
é nascer do dia
é criação de vida.
terça-feira, 30 de agosto de 2011
Fortuna
Herdei um caos generalizado e interior
uma convulsão confessora mas ignorante
que me retira a racionalidade
e apenas me deixa estar.
Somente consigo ser e sentir contigo
acalmas-me o âmago, o intimo, a existência
das-me a felicidade, o êxito, a ventura
és o meu destino, a minha sorte de amar.
uma convulsão confessora mas ignorante
que me retira a racionalidade
e apenas me deixa estar.
Somente consigo ser e sentir contigo
acalmas-me o âmago, o intimo, a existência
das-me a felicidade, o êxito, a ventura
és o meu destino, a minha sorte de amar.
terça-feira, 26 de julho de 2011
Esperança
Quando a estrada termina o que se vislumbra é o negro,
porém com pequenos apontamentos de verde tropa,
aquele verde de luta, de guerrilha, de esperança.
Há sempre uma ausência de todas as cores,
como quem fecha os olhos, mas onde ao fim de alguns segundos
começam a surgir pequeninos pontos luminosos de todas as cores,
como que a avisar que depois do fim há sempre um reinício,
seja por trilhos, caminhos sinuosos ou veredas.
porém com pequenos apontamentos de verde tropa,
aquele verde de luta, de guerrilha, de esperança.
Há sempre uma ausência de todas as cores,
como quem fecha os olhos, mas onde ao fim de alguns segundos
começam a surgir pequeninos pontos luminosos de todas as cores,
como que a avisar que depois do fim há sempre um reinício,
seja por trilhos, caminhos sinuosos ou veredas.
terça-feira, 28 de junho de 2011
Velocidade do Destino
Os dias passam a uma velocidade incalculável.
Não permitem erros nem enganos,
apenas consentem que o correr das horas
sejam o nosso maior inimigo.
É um pecado não poder viver,
e a culpa é nossa,
somos nós que viciamos os dias,
adulteramos os objectivos.
Há um fosso entre a realidade e a espiritualidade,
uma distância entre as obrigações e a alma,
um afastamento entre o modo de vida e a felicidade.
E os dias passam, e as veredas são os caminhos.
Que destino íngreme e acidentado é a falta de tempo,
que conduz a propósitos não programados.
São os desígnios do tempo que não controlamos,
que gerem a intensidade do que vivemos!
Não permitem erros nem enganos,
apenas consentem que o correr das horas
sejam o nosso maior inimigo.
É um pecado não poder viver,
e a culpa é nossa,
somos nós que viciamos os dias,
adulteramos os objectivos.
Há um fosso entre a realidade e a espiritualidade,
uma distância entre as obrigações e a alma,
um afastamento entre o modo de vida e a felicidade.
E os dias passam, e as veredas são os caminhos.
Que destino íngreme e acidentado é a falta de tempo,
que conduz a propósitos não programados.
São os desígnios do tempo que não controlamos,
que gerem a intensidade do que vivemos!
terça-feira, 31 de maio de 2011
Intervalo de espaço
Voo entre nuvens de emoções,
Observo o solo húmido de lágrimas,
Mas não sou eu que choro,
porque eu estou num espaço celeste.
De cima para baixo, não me sinto a mim...
De baixo para cima, não te sinto a ti...
Respira este mesmo sentimento etéreo,
Somos felizes neste mundo intermédio,
neste intervalo só nosso.
Ninguém interfere no nosso amor!
Observo o solo húmido de lágrimas,
Mas não sou eu que choro,
porque eu estou num espaço celeste.
De cima para baixo, não me sinto a mim...
De baixo para cima, não te sinto a ti...
Respira este mesmo sentimento etéreo,
Somos felizes neste mundo intermédio,
neste intervalo só nosso.
Ninguém interfere no nosso amor!
quarta-feira, 11 de maio de 2011
Impetuosa
Mergulho num mar de ideias,
impressões, sensações, reacções.
Banho-me num rio de sentimentos,
emoções, canções, decisões.
Turbilhão, enxurrada, vendaval,
mas sem desnorteio,
arrebatada com rumo definido
e coordenadas traçadas.
impressões, sensações, reacções.
Banho-me num rio de sentimentos,
emoções, canções, decisões.
Turbilhão, enxurrada, vendaval,
mas sem desnorteio,
arrebatada com rumo definido
e coordenadas traçadas.
Desvendar
Que pensas de mim, agora que me conheces?
Será que sabes quem sou?
Deixo que me descubras,
que desvendes todas as características.
Forte, frágil, dedicada, independente.
Arisca! Sim, mas apaixonada.
Deleita-te nos meus braços,
confia nos meus olhos.
Reconheces-me?
Tens tempo, deixa-te seduzir!
Será que sabes quem sou?
Deixo que me descubras,
que desvendes todas as características.
Forte, frágil, dedicada, independente.
Arisca! Sim, mas apaixonada.
Deleita-te nos meus braços,
confia nos meus olhos.
Reconheces-me?
Tens tempo, deixa-te seduzir!
quinta-feira, 5 de maio de 2011
Curva da Estrada
Sou apanhada na curva da estrada,
a uma velocidade alucinante
de turbilhões de sentimentos.
Curva apertada,
fechada sobre si mesma,
que não me deixa ver o que vem a seguir.
Em fracções de segundo,
percorro o asfalto e as memórias,
percebo que o vazio é eminente.
Saio da curva,
e mais uma vez, de cabeça erguida
o horizonte é o limite!
a uma velocidade alucinante
de turbilhões de sentimentos.
Curva apertada,
fechada sobre si mesma,
que não me deixa ver o que vem a seguir.
Em fracções de segundo,
percorro o asfalto e as memórias,
percebo que o vazio é eminente.
Saio da curva,
e mais uma vez, de cabeça erguida
o horizonte é o limite!
sexta-feira, 22 de abril de 2011
Palavra Soterrada
"A escrita expressa as verdadeiras palavras soterradas dentro de um coração."
Escrevo, mas só para mim!
Escrevo, mas só para mim!
terça-feira, 19 de abril de 2011
Ganhar - Perder
Multiplicam-se os amores,
bem como as dores,
como as alegrias,
as indecisões,
as imprecisões,
as reacções!
Diminuem-se as seguranças,
bem como as mudanças,
como os sorrisos,
os avisos,
os improvisos,
os paraísos!
bem como as dores,
como as alegrias,
as indecisões,
as imprecisões,
as reacções!
Diminuem-se as seguranças,
bem como as mudanças,
como os sorrisos,
os avisos,
os improvisos,
os paraísos!
sexta-feira, 8 de abril de 2011
quarta-feira, 30 de março de 2011
Acorda
Acorda!
Abre os olhos para vida,
vive intensamente todos os momentos.
Vá lá, levanta-te, insurge-te!
Eu acompanho-te.
Afinal que tenho feito eu, senão estar do teu lado!
Abre os olhos para vida,
vive intensamente todos os momentos.
Vá lá, levanta-te, insurge-te!
Eu acompanho-te.
Afinal que tenho feito eu, senão estar do teu lado!
segunda-feira, 21 de março de 2011
Irrealismos
Afinal o que são as ilusões?
São algo que realmente existem
ou serão elas mesmo uma ilusão,
algo que não existe verdadeiramente!
Criação nossa, individual, pessoal e intransmissível!
Sonhos que não passam de projecções,
realidades invertidas, jogos desadequados,
absurdos, fantasias, esperanças vãs...
São algo que realmente existem
ou serão elas mesmo uma ilusão,
algo que não existe verdadeiramente!
Criação nossa, individual, pessoal e intransmissível!
Sonhos que não passam de projecções,
realidades invertidas, jogos desadequados,
absurdos, fantasias, esperanças vãs...
quarta-feira, 16 de março de 2011
Dedos
Tamborilas os dedos sobre a mesa.
Não estás impaciente,
apenas ritmas a música
que te toca no coração.
Dedos longos, magros, perfeitos.
Sabes que os observo,
penso como me arrepiam o corpo
quando me acaricias.
Tocas-me então na pele!
Sinto um tremor em mim,
é o efeito da tua música
e desses dedos que me deleitam.
Não estás impaciente,
apenas ritmas a música
que te toca no coração.
Dedos longos, magros, perfeitos.
Sabes que os observo,
penso como me arrepiam o corpo
quando me acaricias.
Tocas-me então na pele!
Sinto um tremor em mim,
é o efeito da tua música
e desses dedos que me deleitam.
quarta-feira, 2 de março de 2011
Estar
Caminho descalça mais uma vez.
É a forma que tenho de me despudorar,
de me libertar, de ser livre!
Sinto todos os grãos de areia!
Não me magoam, apenas me acariciam.
Consigo por momentos unir-me à natureza.
Sentir que sou um ser vivo,
mas um animal pensante e criativo.
Desobrigo-me das exigências da vida!
Limito-me a estar e sentir.
Não preciso de qualquer bem material!
Basta-me a paz interior, a tranquilidade,
o sossego da alma, a serenidade dos sentimentos.
Sem ingenuidade tenho inocência!
Com espontaneidade tenho simplicidade!
É a forma que tenho de me despudorar,
de me libertar, de ser livre!
Sinto todos os grãos de areia!
Não me magoam, apenas me acariciam.
Consigo por momentos unir-me à natureza.
Sentir que sou um ser vivo,
mas um animal pensante e criativo.
Desobrigo-me das exigências da vida!
Limito-me a estar e sentir.
Não preciso de qualquer bem material!
Basta-me a paz interior, a tranquilidade,
o sossego da alma, a serenidade dos sentimentos.
Sem ingenuidade tenho inocência!
Com espontaneidade tenho simplicidade!
quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011
Sussurro
Sussurro-te ao ouvido quando dormes.
Convenço-me que me ouves,
e que sabes que te digo que te amo!
Mas é com o teu sussurro quando me amas,
que me visitas com tentações e desejo,
como quem murmura a paixão!
Convenço-me que me ouves,
e que sabes que te digo que te amo!
Mas é com o teu sussurro quando me amas,
que me visitas com tentações e desejo,
como quem murmura a paixão!
segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011
Amor
Fazes-me crer por entre dúvidas,
de que posso ser feliz.
Levanto os olhos e encaro-te,
fazes-me sentir vergonha,
daqueles sentimentos pueris.
Baixo o olhar.
Lentamente conquistas-me.
És vagaroso nos gestos,
moroso nos Sentimentos.
Pausadamente, amas-me!
de que posso ser feliz.
Levanto os olhos e encaro-te,
fazes-me sentir vergonha,
daqueles sentimentos pueris.
Baixo o olhar.
Lentamente conquistas-me.
És vagaroso nos gestos,
moroso nos Sentimentos.
Pausadamente, amas-me!
quinta-feira, 13 de janeiro de 2011
Ilusão
Chávena de café, de sabor frutado, daquele do Brasil, que quando chego ao fim, quando a acabo de beber, deixa um paladar doce, mas quando olho para o fundo da chávena, dizem-me as borras, para não me deixar enganar pelo sabor.
Leio as borras, e interpreto-as mais rapidamente do que quando leio um jornal. Dizem-me para não me iludir, porque nem todas as frutas são doces, e a chávena, apesar de bonita, induz-me em erro, porque leva-me a sentir um sabor doce, quando o que provo, afinal tem algumas frutas ácidas, amargas...
quarta-feira, 12 de janeiro de 2011
Tu
Sonho! Sempre de olhos abertos, ou então naquele repouso, onde o corpo serena, os cabelos estendem-se sobre a almofada, semicerro o olhar, e aí sonho contigo.
Ocupas-me a mente! toque-toque! noc-noc! truz-truz! de uma forma temporizada, metódica, sincronizada, de tal forma constante que me desconcertas, desorientas.
Tu, sempre tu! Os teus olhos, o teu perfil, os teus traços, o teu toque, o teu cheiro, o teu jeito, a tua voz, a tua mão, o teu charme, o teu encanto, as tuas palavras, o teu sorriso.
Tu! E eu sonho!
Passam os segundos, os minutos, as horas, e os dias sempre diferentes, são todos iguais.
Estás presente no que faço, digo, sinto, porque tu és aquilo que sempre desejei. És assim, porque aprendeste comigo, num simples cruzar de olhar, numa telepatia!
Entrelaçamos os dedos, e eu sonho.
Enconstamo-nos um ao outro e eu sei, és Tu!
Eras Tu, sempre foste Tu e sempre serás Tu, a minha fonte inspiradora para viver sorrir, criar, escrever e sonhar!
Felicidade
Felicidade, palavra simples.
Felicidade, definição complexa.
A simplicidade de se sentir,
é complexa de alcançar.
O que nos faz felizes,
são pequenos momentos,
são emoções efémeras,
situações pontuais.
Aproximo-me da felicidade,
sempre nas alturas
em que ela teima em fugir.
Busca incessante!
Cansa-me, perturba-me, desnorteia-me,
até sentir mais uma vez,
que já passou!
Felicidade, definição complexa.
A simplicidade de se sentir,
é complexa de alcançar.
O que nos faz felizes,
são pequenos momentos,
são emoções efémeras,
situações pontuais.
Aproximo-me da felicidade,
sempre nas alturas
em que ela teima em fugir.
Busca incessante!
Cansa-me, perturba-me, desnorteia-me,
até sentir mais uma vez,
que já passou!
sábado, 8 de janeiro de 2011
Margens Distantes
Partilho contigo os sentimentos,
partilho-me a ti,
entrego-me!
Água que corre pelo rio,
abençoando as margens,
arrastando as correntes!
Tu e eu,
margem direita e margem esquerda,
abençoados pelo amor!
Com a distância de uns dias,
sentimos saudades,
só as correntes mantêm os sentimentos!
partilho-me a ti,
entrego-me!
Água que corre pelo rio,
abençoando as margens,
arrastando as correntes!
Tu e eu,
margem direita e margem esquerda,
abençoados pelo amor!
Com a distância de uns dias,
sentimos saudades,
só as correntes mantêm os sentimentos!
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