Homónima a lágrima que cai lá fora,
com a gota de chuva que escorre na cara.
São as duas, água da mesma expressão,
húmida e gélida da solidão.
Pingam as lágrimas, formando rios,
de forma bruta e violenta!
As gotas secam no meu rosto,
por não terem chama que as alimente.
Já não há combustão possível,
entre as gotas dos olhos e a alma dorida,
mas a intensidade das lágrimas cai na calçada,
lavando a alma às pedras.
Escorrem as lágrimas dos Deuses na janela,
por verem que as gotas de chuva da face,
já não correm, já não lavam, já não sentem,
esperam apenas uma primavera.
segunda-feira, 28 de dezembro de 2009
segunda-feira, 21 de dezembro de 2009
Tattoo
Faço mais uma marca no meu corpo.
É a expressão mais vincada de um sentimento,
mas sem dor, porque a dor física não dói,
a dor na alma é que perdura.
Ao rasgar a pele, purgo-me de tudo,
do bom, do mau, da tristeza, das pessoas.
E ao cicatrizar, curo-me e renasço,
como uma fénix saída das cinzas.
É a expressão mais vincada de um sentimento,
mas sem dor, porque a dor física não dói,
a dor na alma é que perdura.
Ao rasgar a pele, purgo-me de tudo,
do bom, do mau, da tristeza, das pessoas.
E ao cicatrizar, curo-me e renasço,
como uma fénix saída das cinzas.
sexta-feira, 18 de dezembro de 2009
Tua
Hoje rendi-me!
Libertei-me daquela máscara,
da redoma por mim criada,
que me parecia impenetrável.
Apenas um toque teu,
invadiu todo o meu espaço,
deixaste-me vulnerável,
e eu Gostei!
Libertei-me daquela máscara,
da redoma por mim criada,
que me parecia impenetrável.
Apenas um toque teu,
invadiu todo o meu espaço,
deixaste-me vulnerável,
e eu Gostei!
quarta-feira, 9 de dezembro de 2009
A dor insensível
Durante dias embati o meu corpo contra as pedras.
Doia, cortava, rasgava, dilacerava o meu pensamento.
Todas as expectativas criadas,
atingiam-me com tamanha intensidade!
Mas eu, de peito aberto à dor,
encorajada por dores já doridas, por cortes já cicatrizados,
encarava aquela dor com desprezo, com a superioridade
de quem já não sofre.
Comecei a perceber, que no decorrer do tempo,
cada vez que ia de encontro às rochas, sentia-me mais insensível,
as pedras já não doiam, a alma já não rasgava.
Curiosamente, comecei a perceber que havia um certo humor,
pois agora eram as pedras que se quebravam, as rochas
que se amedrontavam, elas é que iam de encontro a mim!
Doia, cortava, rasgava, dilacerava o meu pensamento.
Todas as expectativas criadas,
atingiam-me com tamanha intensidade!
Mas eu, de peito aberto à dor,
encorajada por dores já doridas, por cortes já cicatrizados,
encarava aquela dor com desprezo, com a superioridade
de quem já não sofre.
Comecei a perceber, que no decorrer do tempo,
cada vez que ia de encontro às rochas, sentia-me mais insensível,
as pedras já não doiam, a alma já não rasgava.
Curiosamente, comecei a perceber que havia um certo humor,
pois agora eram as pedras que se quebravam, as rochas
que se amedrontavam, elas é que iam de encontro a mim!
terça-feira, 1 de dezembro de 2009
Morri em Liberdade
Frágil e magra saí à rua,
mantinha ainda uma réstia de esperança,
de que juntos podiamos mudar nossos destinos.
A vida somos nós que construímos,
mas na realidade, é ela que nos conduz e molda
naquilo que somos e nos tornamos.
Mas neste dia, o sonho falou mais alto,
a união faz a força, e juntos tinhamos esperança
de mudar as nossas rotas e o rumo do País.
O meu rumo havia sido traçado meses antes,
a fome que passara e os pulmões debilitados,
pareciam querer marcar-me o futuro.
Mas eu nascera com uma estrela,
uma luz que brilha e transborda,
apenas dentro de alguns iluminados.
Por isso saí e juntei-me aos demais,
o Regime ia cair, e nós eramos a força,
a engrenagem da esperança.
Corri o que pude, ri o que consegui,
beijei os que alcancei, abracei multidões,
saudei todos que se aproximaram.
Mas ainda havia armas de reaccionários,
que tentavam demover a força do Povo,
mas este, quando quer, é Soberano e diz BASTA!
E assim se mudou o destino de todos,
naquele dia a liberdade floresceu,
os sorrisos voltaram aos rostos dantes frios.
E eu também me libertei quando uma bala
me trespassou o peito.
Morri, mas morri em Liberdade!
mantinha ainda uma réstia de esperança,
de que juntos podiamos mudar nossos destinos.
A vida somos nós que construímos,
mas na realidade, é ela que nos conduz e molda
naquilo que somos e nos tornamos.
Mas neste dia, o sonho falou mais alto,
a união faz a força, e juntos tinhamos esperança
de mudar as nossas rotas e o rumo do País.
O meu rumo havia sido traçado meses antes,
a fome que passara e os pulmões debilitados,
pareciam querer marcar-me o futuro.
Mas eu nascera com uma estrela,
uma luz que brilha e transborda,
apenas dentro de alguns iluminados.
Por isso saí e juntei-me aos demais,
o Regime ia cair, e nós eramos a força,
a engrenagem da esperança.
Corri o que pude, ri o que consegui,
beijei os que alcancei, abracei multidões,
saudei todos que se aproximaram.
Mas ainda havia armas de reaccionários,
que tentavam demover a força do Povo,
mas este, quando quer, é Soberano e diz BASTA!
E assim se mudou o destino de todos,
naquele dia a liberdade floresceu,
os sorrisos voltaram aos rostos dantes frios.
E eu também me libertei quando uma bala
me trespassou o peito.
Morri, mas morri em Liberdade!
sábado, 28 de novembro de 2009
Amar
Bebo a vida.
Toco-te suavemente como gostas,
como é possível este sentimento,
que conseguimos por amar!
Obrigada por me tocares na face,
que ainda cora de uma pequena vergonha
que sinto por te ter comigo.
Há a beleza da simplicidade,
que é este sentimento nobre de amar,
que denuncia uma pureza ingénua.
Toco-te suavemente como gostas,
como é possível este sentimento,
que conseguimos por amar!
Obrigada por me tocares na face,
que ainda cora de uma pequena vergonha
que sinto por te ter comigo.
Há a beleza da simplicidade,
que é este sentimento nobre de amar,
que denuncia uma pureza ingénua.
Separação
Modera-te quando estás comigo,
não me perturbes a pequena conquista que fiz,
esta ténue luz de tranquilidade!
Distancia-te de mim,
não deixes que essas farpas de amor,
me profurem e toquem a alma!
Dá-me a liberdade que conquistei,
pelo flagêlo que me provocaste,
simplesmente por gostar!
não me perturbes a pequena conquista que fiz,
esta ténue luz de tranquilidade!
Distancia-te de mim,
não deixes que essas farpas de amor,
me profurem e toquem a alma!
Dá-me a liberdade que conquistei,
pelo flagêlo que me provocaste,
simplesmente por gostar!
quarta-feira, 25 de novembro de 2009
Basta de Violência Doméstica
Deitada no chão do quarto,
não conseguia suportar tanta dor,
a física nem a sentia,
mas era a alma que me doia.
Já estivera tantas vezes deitada,
na sala, na cozinha, na casa toda,
mas desta vez pensei pra mim mesma,
que haveria de ser a última.
Das outras vezes, escondi,
senti vergonha, humilhação,
devia ser eu a culpada,
por voltar a ser espancada.
Neste dia percebi que não.
Não há culpa ou justificação,
para uma violência destas,
para um sofrimento assim.
"Foi a última vez que me tocaste",
disse para mim mesma.
Levantei-me do chão quente,
lavei e vesti o corpo frio e dormente.
Saí de casa naquele dia,
para começar uma vida nova,
escondida, amedrontada, apavorada,
com medo de ser encontrada.
Assim passo os meus dias,
sem saber como resistir a esta dor profunda,
não sei se isto é vida,
não sei o dia de amanhã!
não conseguia suportar tanta dor,
a física nem a sentia,
mas era a alma que me doia.
Já estivera tantas vezes deitada,
na sala, na cozinha, na casa toda,
mas desta vez pensei pra mim mesma,
que haveria de ser a última.
Das outras vezes, escondi,
senti vergonha, humilhação,
devia ser eu a culpada,
por voltar a ser espancada.
Neste dia percebi que não.
Não há culpa ou justificação,
para uma violência destas,
para um sofrimento assim.
"Foi a última vez que me tocaste",
disse para mim mesma.
Levantei-me do chão quente,
lavei e vesti o corpo frio e dormente.
Saí de casa naquele dia,
para começar uma vida nova,
escondida, amedrontada, apavorada,
com medo de ser encontrada.
Assim passo os meus dias,
sem saber como resistir a esta dor profunda,
não sei se isto é vida,
não sei o dia de amanhã!
Dois Corpos
Dois corpos bastam para desenhar na alma,
Quatro mãos descrevem as expectativas,
Os olhos bebem as ilusões,
As bocas veêm constelações,
Os ouvidos alimentam os sonhos.
Dois seres chegam para absorver sensações,
para admirar o mundo e alimentar a vida.
Quatro mãos descrevem as expectativas,
Os olhos bebem as ilusões,
As bocas veêm constelações,
Os ouvidos alimentam os sonhos.
Dois seres chegam para absorver sensações,
para admirar o mundo e alimentar a vida.
segunda-feira, 23 de novembro de 2009
Fumei
Fumo um cigarro de libertação!
Já fumei cigarros por desilusão.
Fumei depois do prazer.
Fumei de dor e sofrimento.
Fumei nas festas.
Fumei nos momentos de ansiedade.
Fumei à lareira.
Fumei nas alegrias.
Fumei na paz de espírito.
Fumei na tristeza.
Fumei a meio da refeição.
Fumei ao luar.
Fumei na praia.
Fumei no deserto.
Fumei nas madrugadas.
Fumei onde era proibido.
Fumei quando ri e me diverti...
Hoje fumo mais um cigarro,
é um fumo calmo e sereno.
Hoje há paz interior!
Já fumei cigarros por desilusão.
Fumei depois do prazer.
Fumei de dor e sofrimento.
Fumei nas festas.
Fumei nos momentos de ansiedade.
Fumei à lareira.
Fumei nas alegrias.
Fumei na paz de espírito.
Fumei na tristeza.
Fumei a meio da refeição.
Fumei ao luar.
Fumei na praia.
Fumei no deserto.
Fumei nas madrugadas.
Fumei onde era proibido.
Fumei quando ri e me diverti...
Hoje fumo mais um cigarro,
é um fumo calmo e sereno.
Hoje há paz interior!
Amor Proibido
Sinto um ardor na boca,
um sabor de amor intenso,
que preciso libertar em ti.
Quero que te delicies comigo,
quando a minha língua tocar a tua.
Sei que isso não é possível,
nossas línguas nunca se vão tocar,
nossos corpos nunca se vão sentir,
não nos vamos entrelaçar num abraço profundo.
Amor proibido existe!
Ai, mas esta força dentro de mim,
sei que tu a vais sentir,
por osmose ou pensamento,
vais saber que gosto de ti,
e aí, cabe-te a ti decidir.
um sabor de amor intenso,
que preciso libertar em ti.
Quero que te delicies comigo,
quando a minha língua tocar a tua.
Sei que isso não é possível,
nossas línguas nunca se vão tocar,
nossos corpos nunca se vão sentir,
não nos vamos entrelaçar num abraço profundo.
Amor proibido existe!
Ai, mas esta força dentro de mim,
sei que tu a vais sentir,
por osmose ou pensamento,
vais saber que gosto de ti,
e aí, cabe-te a ti decidir.
sábado, 21 de novembro de 2009
Tinta
Hoje secaram-me as letras,
a tinta corre, mas nada diz.
Ao contrário dos pensamentos,
que correm e tudo dizem.
Vou encher o meu tinteiro
com todos estes apontamentos,
para deixar fluir as palavras
ao correr da pena.
Tingi a cabeça de sonhos puros,
que num infinito de cores,
vou voltar a expressar,
o quão cristalina consigo ser.
a tinta corre, mas nada diz.
Ao contrário dos pensamentos,
que correm e tudo dizem.
Vou encher o meu tinteiro
com todos estes apontamentos,
para deixar fluir as palavras
ao correr da pena.
Tingi a cabeça de sonhos puros,
que num infinito de cores,
vou voltar a expressar,
o quão cristalina consigo ser.
sexta-feira, 20 de novembro de 2009
O meu amor morreu
O meu amor morreu!
Não o enterrei sob uma bandeira rubra,
enterrei-o sob uma bandeira de dor!
Caiu por terra o sonho!
Decidi cremá-lo, assim só restam cinzas
e posso deitá-las ao vento,
para que as memórias voem
e nunca voltem para me atormentar!
Um beijo...
Agora voa livremente!
Não o enterrei sob uma bandeira rubra,
enterrei-o sob uma bandeira de dor!
Caiu por terra o sonho!
Decidi cremá-lo, assim só restam cinzas
e posso deitá-las ao vento,
para que as memórias voem
e nunca voltem para me atormentar!
Um beijo...
Agora voa livremente!
Sonho
Sinto-te encostado a mim,
com todas as formas do teu corpo
a tornear-me de desejo.
Sinto a tua respiração junto à orelha,
expiras-me ventos de felicidade,
inspiras o cheiro do pecado.
Tocas os teus lábios nos meus,
carnudos e rubros como uma cereja,
sinto o sabor floral da vontade.
A palma das tuas mãos,
ondula no meu corpo,
em carícias infinitas.
Acordo...
Era só uma sonho!
com todas as formas do teu corpo
a tornear-me de desejo.
Sinto a tua respiração junto à orelha,
expiras-me ventos de felicidade,
inspiras o cheiro do pecado.
Tocas os teus lábios nos meus,
carnudos e rubros como uma cereja,
sinto o sabor floral da vontade.
A palma das tuas mãos,
ondula no meu corpo,
em carícias infinitas.
Acordo...
Era só uma sonho!
quinta-feira, 19 de novembro de 2009
A verdade da mentira
Todos os seres humanos mentem!
Há porém vários tipos de mentiras.
Há as chamadas de piedosas...
Que não sei se servem para alguma coisa,
mas segundo consta servem para "poupar"
alguém de um certo sofrimento.
Há aquelas que não tendo qualquer tipo de designação,
são proferidas por seres menos humanos
que outros, mas que são mais ou menos gratuítas.
Outras servem para enganar, ludibriar,
ou tirar algum proveito próprio, seja ele qual for,
económico, social, etc...
Há ainda as usadas para a esconder aquilo
que não se consegue omitir...
Ou será a omissão, uma grande mentira logo na sua génese?
Há vários tipos de mentiras, mas é esta última
que me preocupa particularmente.
Uma vez que não consigo entrar na mente humana,
não consigo decifrar o porquê de se omitir algo.
Eu sei que é duro lidar com certas verdades,
mas prefiro saber com o que conto, do que me sentir enganada,
usada, insegura....
Por isso... Deixem-se de omissões!
Foram só desabafos sobre a verdade da mentira!
Há porém vários tipos de mentiras.
Há as chamadas de piedosas...
Que não sei se servem para alguma coisa,
mas segundo consta servem para "poupar"
alguém de um certo sofrimento.
Há aquelas que não tendo qualquer tipo de designação,
são proferidas por seres menos humanos
que outros, mas que são mais ou menos gratuítas.
Outras servem para enganar, ludibriar,
ou tirar algum proveito próprio, seja ele qual for,
económico, social, etc...
Há ainda as usadas para a esconder aquilo
que não se consegue omitir...
Ou será a omissão, uma grande mentira logo na sua génese?
Há vários tipos de mentiras, mas é esta última
que me preocupa particularmente.
Uma vez que não consigo entrar na mente humana,
não consigo decifrar o porquê de se omitir algo.
Eu sei que é duro lidar com certas verdades,
mas prefiro saber com o que conto, do que me sentir enganada,
usada, insegura....
Por isso... Deixem-se de omissões!
Foram só desabafos sobre a verdade da mentira!
quarta-feira, 18 de novembro de 2009
Sobrevivência
Desci a rua ainda molhada pela chuva da noite,
havia um ligeiro nevoeiro
que me trazia um aroma de luta.
Os meu pés estavam frios,
calçados apenas por uns sapatos gastos,
sentiam com precisão o empedrado húmido e irregular.
Sozinha sabia que aquele era o meu destino, o meu fado, a minha sina.
Deixar os dois meninos em casa, sem nada para comer,
sem um pai para os criar, sem livros para os ensinar.
E ir para a fábrica suportar aquele cheiro nauseabundo,
para conseguir comprar um pedaço de pão ou arroz.
Essa era a minha luta. A da sobrevivência!
Mas sabia dentro de mim, que uma vida não podia ser tão só,
tão dura, sofrida, explorada...
A luta também era outra, era conseguir que eu e todos os outros
em situações semelhantes superassem tais adversidades.
Não, esta madrugada não era uma qualquer madrugada
de alguma década longínqua. Era mais uma madrugada,
em que repetidamente e como um autómato,
cumpria o dever imposto a quem nada tem.
Era mais uma madrugada no século XXI.
Mas a luta não acaba nunca,
desço a calçada fria de cabeça erguida,
sei que estas leis dos mais fortes ainda se vão desmoronar,
e que eu, ainda vou calçar sapatos quentes e confortáveis,
alimentar e educar os meus meninos.
havia um ligeiro nevoeiro
que me trazia um aroma de luta.
Os meu pés estavam frios,
calçados apenas por uns sapatos gastos,
sentiam com precisão o empedrado húmido e irregular.
Sozinha sabia que aquele era o meu destino, o meu fado, a minha sina.
Deixar os dois meninos em casa, sem nada para comer,
sem um pai para os criar, sem livros para os ensinar.
E ir para a fábrica suportar aquele cheiro nauseabundo,
para conseguir comprar um pedaço de pão ou arroz.
Essa era a minha luta. A da sobrevivência!
Mas sabia dentro de mim, que uma vida não podia ser tão só,
tão dura, sofrida, explorada...
A luta também era outra, era conseguir que eu e todos os outros
em situações semelhantes superassem tais adversidades.
Não, esta madrugada não era uma qualquer madrugada
de alguma década longínqua. Era mais uma madrugada,
em que repetidamente e como um autómato,
cumpria o dever imposto a quem nada tem.
Era mais uma madrugada no século XXI.
Mas a luta não acaba nunca,
desço a calçada fria de cabeça erguida,
sei que estas leis dos mais fortes ainda se vão desmoronar,
e que eu, ainda vou calçar sapatos quentes e confortáveis,
alimentar e educar os meus meninos.
terça-feira, 17 de novembro de 2009
Hoje eu soube!
Aquele olhar que me dirigiste bastou!
Bastou para saber que sou tua!
Ao cegares-me como a luz de um farol,
transmitiste o que sentes.
Senti no peito essa luz.
Hoje sei a quem pretenço.
Pelo menos hoje sou de alguém,
que também é só meu!
Bastou para saber que sou tua!
Ao cegares-me como a luz de um farol,
transmitiste o que sentes.
Senti no peito essa luz.
Hoje sei a quem pretenço.
Pelo menos hoje sou de alguém,
que também é só meu!
segunda-feira, 16 de novembro de 2009
Paixão
Num sopro ao teu ouvido
transmito o amor que sinto.
Entra profunfo na alma
tranquiliza-te o espírito,
mas acelera-te o coração.
Palpitas encostado a mim,
agarro-te firmemente,
sinto o teu respirar quente,
acendo-te a paixão.
O nosso amor é assim,
somos unos, indivisíveis,
mais sensuais que físicos.
Mas é o abraço pela manhã,
o beijo terno na despedida,
que nos mantém juntos.
transmito o amor que sinto.
Entra profunfo na alma
tranquiliza-te o espírito,
mas acelera-te o coração.
Palpitas encostado a mim,
agarro-te firmemente,
sinto o teu respirar quente,
acendo-te a paixão.
O nosso amor é assim,
somos unos, indivisíveis,
mais sensuais que físicos.
Mas é o abraço pela manhã,
o beijo terno na despedida,
que nos mantém juntos.
Gostar
Não se pode obrigar ninguém a gostar de nós,
tal como o inverso também se aplica.
Cada um é constituido de pequenos nadas
que marcam toda a diferença na hora de gostar.
Mas então, e o que acontece quando esses nadas
não agradam à outra parte?
Se não se passam as sensações, as virtudes, as canções,
não se transmite o carinho, o cheiro, o sorriso,
não há um toque na boca, um saborear a alma, um beber o prazer,
não há o calor das mãos dadas, uma vibração, um murmúrio,
não há ilusões, desejos, sonhos, suspiros, premonições...
...
Não acontece nada, porque mesmo assim
...
Eu gosto de ti!
tal como o inverso também se aplica.
Cada um é constituido de pequenos nadas
que marcam toda a diferença na hora de gostar.
Mas então, e o que acontece quando esses nadas
não agradam à outra parte?
Se não se passam as sensações, as virtudes, as canções,
não se transmite o carinho, o cheiro, o sorriso,
não há um toque na boca, um saborear a alma, um beber o prazer,
não há o calor das mãos dadas, uma vibração, um murmúrio,
não há ilusões, desejos, sonhos, suspiros, premonições...
...
Não acontece nada, porque mesmo assim
...
Eu gosto de ti!
Para lá de 85%
Nunca fiz um "estudo de mercado",
uma análise fidedigna,
mas as mulheres, na sua grande maioria
são más umas para com as outras.
Falsas, intriguistas, invejosas, maldicentes,
ciumentas, hipócritas, rancorosas...
Gostava de poder dizer qual a percentagem certa
das que assim o são realmente.
Chuto que para cima de uns 85%,
isto apenas com base em experiência própria.
Será que lhes custa assim tanto,
ver alguém do mesmo género,
que seja mais bonita, inteligente, feliz,
agradável, simpática, culta...
Se calhar custa,!
A mim " se me dá igual"!
Vou continuar nesta investigação,
apesar de as conclusões provavelmente
virem a ser quase nulas.
Um bem haja a todas a mulheres com mente saudável.
uma análise fidedigna,
mas as mulheres, na sua grande maioria
são más umas para com as outras.
Falsas, intriguistas, invejosas, maldicentes,
ciumentas, hipócritas, rancorosas...
Gostava de poder dizer qual a percentagem certa
das que assim o são realmente.
Chuto que para cima de uns 85%,
isto apenas com base em experiência própria.
Será que lhes custa assim tanto,
ver alguém do mesmo género,
que seja mais bonita, inteligente, feliz,
agradável, simpática, culta...
Se calhar custa,!
A mim " se me dá igual"!
Vou continuar nesta investigação,
apesar de as conclusões provavelmente
virem a ser quase nulas.
Um bem haja a todas a mulheres com mente saudável.
domingo, 15 de novembro de 2009
O voo da liberdade
O pensamento é a nossa maior liberdade.
Mas quando é ele próprio o maior causador de prisões,
resta-nos soltar os grilhões, sem pudor soltar amarras.
Quando é o pensamento que critica e aprisiona vontades,
por certo existe algo mal resolvido.
O que é a mente humana, senão uma amalgama de vivências,
experiências, um somatório de dúvidas, de realizações e desilusões.
Quero que o meu pensamento seja como um pássaro livre.
Estou a começar a voar, um voo livre, embora ainda rasteiro!
Mas quando é ele próprio o maior causador de prisões,
resta-nos soltar os grilhões, sem pudor soltar amarras.
Quando é o pensamento que critica e aprisiona vontades,
por certo existe algo mal resolvido.
O que é a mente humana, senão uma amalgama de vivências,
experiências, um somatório de dúvidas, de realizações e desilusões.
Quero que o meu pensamento seja como um pássaro livre.
Estou a começar a voar, um voo livre, embora ainda rasteiro!
sábado, 14 de novembro de 2009
Voz
Voz de sentimentos doces e quentes,
mesmo quando calas.
O silêncio é uma voz que diz tudo.
Explica o que vai no coração,
mesmo nesse ar soturno que transmites.
Desilusão? Não.
É a névoa do início da paixão.
Hoje é docura de sentir os corpos juntos.
Voz de quem quer dar, partilhar, sentir,
mesmo quando cala.
mesmo quando calas.
O silêncio é uma voz que diz tudo.
Explica o que vai no coração,
mesmo nesse ar soturno que transmites.
Desilusão? Não.
É a névoa do início da paixão.
Hoje é docura de sentir os corpos juntos.
Voz de quem quer dar, partilhar, sentir,
mesmo quando cala.
sexta-feira, 13 de novembro de 2009
Eu vou conseguir
Eu vou conseguir...
Este é o meu sentimento.
Por muito que me tente convencer,
sei que as coisas não estão bem!
Tento mudar a vida, tento mudar-me a mim,
mas já não sei por onde mais buscar a paz,
a tranquilidade a serenidade...
Será assim tão impossível de atingir?
Leio nos livros dos outros,
Leio nas suas mentes,
Absorvo as suas palavras,
Bebo as suas sabedorias,
Inspiro-me nas suas experiências...
E NADA!
Não estou a atingir o que preciso...
Mas Eu vou conseguir!
Amanhã nasce um novo dia,
e como sempre digo para mim própria ´
que já superei a dor, o sofrimento...
Mas amanhã é diferente...
Amanhã Eu vou conseguir!
Este é o meu sentimento.
Por muito que me tente convencer,
sei que as coisas não estão bem!
Tento mudar a vida, tento mudar-me a mim,
mas já não sei por onde mais buscar a paz,
a tranquilidade a serenidade...
Será assim tão impossível de atingir?
Leio nos livros dos outros,
Leio nas suas mentes,
Absorvo as suas palavras,
Bebo as suas sabedorias,
Inspiro-me nas suas experiências...
E NADA!
Não estou a atingir o que preciso...
Mas Eu vou conseguir!
Amanhã nasce um novo dia,
e como sempre digo para mim própria ´
que já superei a dor, o sofrimento...
Mas amanhã é diferente...
Amanhã Eu vou conseguir!
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